Uma nem tão longa jornada
Olá, leitor.
Gostaria de lhe apresentar um pouco sobre a minha história. Por mais que eu seja uma jovem adulta não muito experiente, ainda assim tenho algumas coisas que gostaria de dividir, como o nascimento da minha paixão pela literatura e a maneira que me tornei a pessoa que vos fala.
Separei pequenos tópicos que priorizam minhas fases mais marcantes. Eis a lista:
Gostaria de lhe apresentar um pouco sobre a minha história. Por mais que eu seja uma jovem adulta não muito experiente, ainda assim tenho algumas coisas que gostaria de dividir, como o nascimento da minha paixão pela literatura e a maneira que me tornei a pessoa que vos fala.
Separei pequenos tópicos que priorizam minhas fases mais marcantes. Eis a lista:
1. Espelho, espelho meu
Este título é uma brincadeira que une dois elementos básicos da minha infância: os contos de fadas e quem os lia para mim.
Eu sempre fui uma criança retraída. Preferia permanecer no meu mundo imaginado a tentar fazer amigos. Acho que é exatamente por isso que, ainda hoje, meu grupo não seja dos maiores. O que conseguia me fazer despertar era dançar, assistir desenhos animados da Disney – meu preferido: Branca de Neve – e fingir que sabia ler os contos dos meus livrinhos.
Esses, eu ganhava da minha mãe. Era ela quem os lia e relia, depois grunhia e, por fim, queria jogá-los na minha cabeça, de tanto que eu a incomodava para ler outra vez. É que eu adorava tanto! Ficava admirando as cores vibrantes dos desenhos e pensando em mim como uma princesa, como uma fada, como um príncipe... Não, eu não tinha preconceitos sobre isso. Ela sempre me conta que, nos dias em que estava muito atarefada e sem tempo para ler cada palavra de modo certo, pulando algumas partes para terminar mais rápido, eu logo a corrigia, tendo decorado, mesmo sem saber ler de fato, cada pequena frase ali escrita.
Não me espantaria nada se alguém me dissesse que foi dali que eu comecei a nutrir empatia pela literatura. Porque, depois disso, fiz muitas outras coisas relacionadas ao assunto. E me meti em verdadeiras encrencas também! As pessoas nunca conseguiam diferenciar quando eu falava a verdade ou a fantasiava um pouquinho, por exemplo. Aí, já viu, não é? Confusão na certa. E, ao invés de eu ficar na minha, não. Cada vez inventava histórias mais mirabolantes e tão reais que ninguém duvidava. Até começarem a se dar conta, claro. Fiquei com fama de mentirosa e desanuviada por um longo tempo depois disso.
Então, é à minha mãe, de quem tive a imensa sorte de nascer, que dedico praticamente cada coisa que escrevo. Claro que existem outras pessoas. Meu pai, irmãs, avós, amigos, professores... Mas nada como a senhora Helena. Ela é especial. Ela me inspira. Ela é a minha luz nos momentos escuros. E é a ela que eu devo a minha alma.
Por isso ela é o meu espelho.
Por isso ela é o meu espelho.
2. Todo adolescente vira rebelde (em andamento)
... E eu não fui uma exceção.
Prefiro usar mais o termo aborrescente, mas, como essa palavra não existe no bom e velho português, contento-me com a fase da preguiça e descobertas sexuais. E quando digo sexuais, é no sentido filosófico, em que praticamente tudo tem a ver com sexo, porém não visando o ato físico em si, mas tudo o que o rodeia... Enfim. Não vamos entrar nestes méritos agora.
Prefiro usar mais o termo aborrescente, mas, como essa palavra não existe no bom e velho português, contento-me com a fase da preguiça e descobertas sexuais. E quando digo sexuais, é no sentido filosófico, em que praticamente tudo tem a ver com sexo, porém não visando o ato físico em si, mas tudo o que o rodeia... Enfim. Não vamos entrar nestes méritos agora.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Não deixe de expor sua opinião, mas com moderação. Comente!